Psilocibina no Transtorno Bipolar

Psilocibina no Transtorno Bipolar

 

https://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/02698811221131997

Design do Estudo e Participantes

Coleta de Dados e Aprovação Ética

  • O estudo, realizado de outubro de 2020 a janeiro de 2021, recebeu aprovação ética do Conselho Institucional de Revisão da Universidade da Califórnia, São Francisco. A confidencialidade dos dados foi mantida, e os participantes forneceram consentimento por escrito antes de prosseguir.

Inclusão e Recrutamento

  • Os participantes deveriam ter 18 anos ou mais, ter um diagnóstico autodeclarado de transtorno bipolar e ter usado psilocibina para alcançar uma viagem psicodélica completa. Os esforços de recrutamento visaram grupos demograficamente diversos por meio de vários canais online e plataformas de mídia social.

Medidas e Análise de Dados

  • Uma pesquisa online, desenvolvida com a contribuição de indivíduos com transtorno bipolar, incluiu perguntas demográficas, intenções de uso de psilocibina, experiências de eventos adversos e histórico de saúde mental. A coleta de dados ocorreu por meio da plataforma de pesquisa Qualtrics, e múltiplas respostas do mesmo endereço IP foram investigadas por respostas duplicadas.

Limitações e Futuras Fases

  • O estudo representa a fase inicial de um projeto sequencial de métodos mistos, com o objetivo de melhorar a compreensão do uso de psilocibina e seus resultados entre pessoas com transtorno bipolar. A segunda fase envolverá entrevistas qualitativas com um subconjunto de respondentes, informando o design de um estudo de escalonamento de doses em aberto.

Experiências do Uso de Psilocibina

Experiências Positivas

  • Uma grande proporção de respondentes relatou experiências positivas com psilocibina, citando crescimento psicológico, novas perspectivas e autocompaixão. Muitos consideraram os benefícios como superiores a quaisquer aspectos desafiadores, indicando crescimento pessoal e habilidades de enfrentamento aprimoradas.

Experiências Negativas

  • Um número menor de respondentes descreveu exclusivamente experiências negativas, incluindo ansiedade, fenômenos semelhantes à psicose e sintomas de humor. Alguns atribuíram essas experiências a aspectos de ajuste e ambiente, destacando a necessidade de investigações adicionais.

Análise Qualitativa

  • A análise de conteúdo dos dados qualitativos revelou lacunas nos elementos quantitativos da pesquisa, enfatizando a importância de compreender tanto as experiências positivas quanto as negativas com o uso de psilocibina.

Implicações para o Tratamento

  • Os resultados sugerem a necessidade de investigações adicionais sobre tratamentos baseados em psilocibina para o transtorno bipolar, com foco na monitorização cuidadosa dos sintomas. As limitações do estudo, incluindo o uso de pesquisas online para coleta de dados, foram reconhecidas.

Implicações e Futuras Direções

Implicações Clínicas

  • Os achados do estudo têm implicações para o design de futuros ensaios clínicos e o desenvolvimento de protocolos de tratamento envolvendo psilocibina para indivíduos com transtorno bipolar.

Política e Pesquisa

  • O estudo destaca a necessidade de considerações políticas e mais pesquisas sobre a segurança e eficácia de tratamentos baseados em psilocibina para o transtorno bipolar, abordando as limitações da fase inicial da pesquisa.

 Considerações Éticas

  • Considerações éticas no uso de psilocibina para o tratamento de saúde mental, incluindo segurança dos participantes e consentimento informado, são aspectos cruciais que requerem atenção cuidadosa em futuras pesquisas e práticas clínicas.

Futuras Direções

  • O estudo abre caminho para pesquisas futuras, incluindo entrevistas qualitativas com um subconjunto de respondentes e o design de um estudo de escalonamento de doses em aberto. Os resultados informarão a investigação contínua da terapia com psilocibina para o transtorno bipolar.
  • Journal of Psychopharmacology
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